segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Obras a serem lançadas durante o nosso Congresso...

 

Antes da Pandemia, em Novembro de 2019, a NOVA ÁGUIA e o MIL (Movimento Internacional Lusófono), em parceria, como é nosso hábito, com outras entidades (académicas, culturais e cívicas), promoveram dois relevantes eventos: o VI Congresso da Cidadania Lusófona e o Congresso Eça de Queiroz, nos 150 anos da abertura do Canal do Suez. No vigésimo oitavo número da nossa Revista, começamos por publicar os melhores textos apresentados, em primeira mão, nesses dois Congressos, que iremos retomar neste ano de 2021: com o VII Congresso da Cidadania Lusófona e o II Congresso Eça de Queiroz – 150 anos, agora a propósito da publicação d’O Mistério da Estrada de Sintra, das Conferências Democráticas do Casino Lisbonense e do início da publicação d’As Farpas.
Em “Outros Vultos”, começamos por publicar mais um marcante ensaio – sobre Antero de Quental e Guerra Junqueiro – de António Braz Teixeira, decerto o maior hermeneuta vivo do nosso universo filosófico e cultural, não só português mas, mais amplamente, lusófono, como mais recentemente se comprova pelos três livros editados, neste último ano, com a chancela do MIL: A Vida Imaginada: Textos sobre Teatro e Literatura (2020); Interrogação e Discurso: estudos sobre filosofia luso-brasileira e ibérica (2021); A saudade na poesia lusófona africana e outros estudos sobre a saudade (2021). Nesta secção, evocamos ainda dois dos nomes maiores da Filosofia Brasileira no último meio século – Miguel Reale e António Paim –, este falecido no derradeiro dia de Abril do ano em curso.
Em “Outros Voos”, publicamos mais de uma dezena de textos, de temática diversa, começando com um excelso ensaio de António José Borges sobre “O que é ser português?”, e, em “Extravoo”, uma entrevista a João de Melo, sobre a forma como tem atravessado, enquanto escritor, o período pandémico. Depois, damos o devido destaque à publicação das “Obras Escolhidas” de Manuel Ferreira Patrício (entretanto falecido em Setembro), provavelmente o acontecimento editorial do ano, e, no “Bibliáguio”, a par de outras publicações recentes, destacamos igualmente a Colecção “Mestres da Língua Portuguesa”, de Jorge Chichorro Rodrigues. Por fim, temos uma nova secção, que se manterá nos próximos números, “Moradas: Caderno poético e visual”, coordenada por Samuel Dimas, Vice-Director da Revista, com a qual iremos reforçar a asa poética da NOVA ÁGUIA, a par da asa ensaística que, já perto das três dezenas de números, mais tem marcado, e notabilizado, este nosso Voo.

Ver Índice: https://novaaguia.blogspot.com/2021/10/nova-aguia-n-28-capa-e-editorial.html

"Eça de Queiroz (Mestres da Língua Portuguesa)", Lisboa, MIL/ DG Edições, 2021, 71 pp.

ISBN: 978-989-53284-2-0


Para encomendar: info@movimentolusofono.org

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Sintra recebe Congresso Internacional sobre Eça de Queirós

A Associação Cultural Movimento Internacional Lusófono (M.I.L.) promove o 2º Congresso Internacional sobre Eça de Queirós, nos dias 14 e 15 de outubro, a ter lugar em Sintra - concelho detentor do estatuto de Município Queirosiano.

O programa conta com a presença de oradores de prestígio e mérito científico e o evento é realizado no contexto dos 150 anos da publicação pelo Diário de Notícias da obra “O Mistério da Estrada de Sintra” de Eça de Queirós e Ramalho Ortigão, bem como o início da publicação de “As Farpas” dos mesmos autores.

Para além dos oradores, o programa inclui um roteiro Queirosiano por Sintra, que preenche uma manhã do evento, introduzindo uma componente prática.

O 2º Congresso Internacional sobre Eça de Queirós conta com o apoio da Câmara Municipal de Sintra.

https://cm-sintra.pt/atualidade/cultura/sintra-recebe-congresso-internacional-sobre-eca-de-queiros

domingo, 15 de agosto de 2021

Na NOVA ÁGUIA nº 28: EÇA DE QUEIROZ, NOS 150 ANOS DA ABERTURA DO CANAL DO SUEZ...

 EÇA DE QUEIROZ, AS BAILARINAS DO SUEZ, FATMÉ E A ALMEIA DE FLAUBERT

Ana Margarida Chora

EÇA DE QUEIRÓS, ENTRE A IMPRENSA E A LITERATURA: A PROPÓSITO “DE PORT SAID A SUEZ”

Annabela Rita

VESTÍGIOS DE KANT NA ANTROPOLOGIA ECIANA (A PROPÓSITO DA VIAGEM DE EÇA DE QUEIROZ À INAUGURAÇÃO DO CANAL DO SUEZ)

César Tomé

EÇA DE QUEIROZ, O «IRÓNICO PEREGRINO» DO ROMANCE «A RELÍQUIA»

Jorge Chichorro Rodrigues

TRAVESSIAS DE EÇA DE QUEIROZ ENTRE A INAUGURAÇÃO DO CANAL DE SUEZ E O COMEÇO LITERÁRIO

Maged Talaat Mohamed Ahmed Elgebaly

O EGYPTO: NOTAS DE VIAGEM OU VISÕES DO ORIENTE DE EÇA DE QUEIRÓS

Maria Cristina Pais Simon

RASCUNHO PARA UM ATLAS DO ROMANCE QUEIROSIANO

Mónica Figueiredo

A INFLUÊNCIA DO ORIENTE NA FICÇÃO QUEIROSIANA

Paula Oleiro

PAISAGEM SOCIAL E ESTEREÓTIPO, ESTESIA E ESPALHAFATO: O EGIPTO VISITADO POR EÇA DE QUEIRÓS (1869) E FERREIRA DE CASTRO (1935)

Ricardo António Alves

“CÂNTICO DA CARNE EXALTADA” OU “EXIBIÇÃO IMORAL”? A ORIGINALIDADE E VANGUARDISMO DE EÇA DE QUEIROZ NA SUA INTERPRETAÇÃO DAS DANÇAS DO MÉDIO-ORIENTE NO FIN DE SIÈCLE

Vera Mahsati

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Comunicações já confirmadas no nosso Congresso...

 

Alcino Pedrosa | Os Maias: os espelhos ou a tragédia de um país – imagens dos atrasos

Brunello Natale De Cusatis | A vertente intimista e a fraternidade universal na problemática religiosa de Eça de Queirós

César Tomé | A ironia como filosofia em Fradique Mendes

Delmar Maia Gonçalves | Das crónicas dispersas, cartas de Inglaterra e  contos seleccionados ao Dicionário dos Milagres – como Eça conduziu à escrita um moçambicano

Manuel Gama | O anticlericalismo como um pano de fundo das Conferências Democráticas

Maria do Carmo Cardoso Mendes | Eça de Queirós no Chile: a obra de Edwards Bello

Miguel Real | O último Eça

Monica Figueiredo | As "farpas" da modernidade: da Geração de 70 à Geração de Orpheu

Paula Oleiro | O Mistério da Estrada de Sintra, um romance singular na Literatura Portuguesa

Rodrigo Sobral Cunha | Eça de Queiroz em contra-corrente às Conferências do Casino

Samuel Dimas | A questão de Deus na espiritualidade romântica de Eça de Queiroz

segunda-feira, 21 de junho de 2021

Recuperar o riso


A Sala de Convívio do Lote 398, na prática uma associação de condóminos daquele edificio nos Olivais fundada em 1976, tem desenvolvido desde então uma regular e meritória actividade cultural com a qual o Movimento Internacional Lusófono já colaborou. Também envia com frequência mensagens aos seus associados e amigos, e a mais recente, com data de 26 de Maio último, tem como tema Eça de Queiroz e o humor; mais concretamente, evoca um texto do grande escritor intitulado «A decadência do riso», escrito em 1891 e originalmente incluído em «Notas Contemporâneas», mas desta vez referenciado tal como aparece em «Crónicas e Cartas de Eça de Queiroz», uma edição da Verbo organizada por João Bigotte Chorão.
Assim reza a missiva, assinada por Fernando Murta Rebelo e Ana Cristina Henriques, da Direcção da Sala de Convívio do Lote 398… «(…) O culto de um humor sábio – que apela à esperança como força anímica – ajudará a fortalecer o espírito neste período de escassa convivência física e social. Merece ponderação o seguinte texto do cronista Eça de Queiroz: “A palavra ‘espírito’ tem sido amesquinhada; fazem-no significar as saídas picantes da conversação engraçada, o ‘bom mot’, o ‘lazzi’, a chalaça. Mas ele é uma mais alta entidade: é a crítica pelo riso; é o raciocínio pela ironia.” Como sabemos, a obra literária de Eça, como talentoso crítico dos costumes, é reconhecida quase toda, senão toda, como uma prodigiosa obra de espírito que merece ser recordada. O sedutor estilo queirosiano com a sua graça e a sua ironia convida à releitura de algumas das suas obras de fino humor que nos ajudará a recuperar “o dom augusto de rir”. (…)»
Na segunda folha da carta pode ler-se um excerto maior de «A decadência do riso», do qual se destaca: «Nós, com efeito, filhos deste século sério, perdemos o dom divino do riso. Já ninguém ri! Quase que já ninguém mesmo sorri, porque o que resta do antigo sorriso, fino e vivo, tão celebrado pelos poetas do século XVIII, ou ainda do sorriso lânguido e húmido que encantou o romantismo; é apenas um desfranzir lento e regelado de lábios, que, pelo esforço com que se desfranzem, parecem mortos ou de ferro. Eu ainda me recordo de ter ouvido, na minha infância e na minha terra, a gargalhada, genuína, livre, franca, ressoante, cristalina!.. Vinha da alma, abalava todas as vidraças de uma casa, e só pelo seu toque puro, como o de ouro puro, provava a força, a saúde, a paz, a simplicidade, a liberdade! (…) Qunto mais uma sociedade é culta mais a sua face é triste. Foi a enorme civilização que nós criámos nestes derradeiros oitenta anos, a civilização material, a política, a económica, a social, a literária, a artística, que matou o nosso riso (…). Queres um humilde conselho? Abandona o teu laboratório, reentra na Natureza, não te compliques com tantas máquinas, não te subtilizes em tantas análises, vive uma boa vida de pai próvido que amanha a terra, e reconquistarás, com saúde e com a liberdade, o dom augusto de rir.» O apelo a que se abandone o laboratório e que se reentre na Natureza será, não muito tempo depois, retomado e desenvolvido em «A Cidade e as Serras».  

16 de Outubro: 3º Congresso Internacional Eça de Queiroz, 150 Anos

Ver Programa:  https://www.bnportugal.gov.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=1830%3A3-encontro-internacional-eca-de-que...