terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Contestando as conclusões das Conferências


Sem dúvida que ainda se vai a tempo, porque é (sempre) relevante, recordar as Conferências do Casino de 1871, um acontecimento, um facto histórico - e cultural - que marcou o Portugal do século XIX, e não só, e que também foi justamente evocado no 2º Congresso Eça de Queiroz 150 Anos, realizado no ano passado e organizado pelo Movimento Internacional Lusófono. É por isso que fica o convite para escutar a emissão de 2 de Junho de 2021 do programa da Rádio Observador «E o Resto é História», conduzido por João Miguel Tavares e por Rui Ramos, com o historiador a contestar especificamente os pressupostos da (famosa) conferência de Antero de Quental «Causas da decadência 
dos povos peninsulares».    

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Novas edições do Movimento Internacional Lusófono...

 ... Incluem dois livros sobre contemporâneos de Eça de Queiroz.


Joel Serrão, "Estudos sobre Antero", organização de António Braz Teixeira e Manuel Cândido Pimentel, MIL/ DG Edições, 2021, 386 pp.

ISBN: 978-989-53284-8-2


AA.VV. "Os irmãos Arriaga: Filosofia, História e Literatura", coord. de Carlos E. Pacheco Amaral, Manuel Cândido Pimentel, Berta Pimentel e Renato Epifânio, Lisboa, MIL/ DG Edições, 2021, 190 pp.

ISBN: 978-989-53284-7-5


Mais livros MIL: ver catálogo

Para encomendar: info@movimentolusofono.org

sábado, 13 de novembro de 2021

Não deveria valer tudo


Como já referimos várias vezes, Eça de Queiroz tem merecido, e com toda a justificação, uma atenção constante e interessada ao longo dos anos, desde a sua morte, atravessando todo o século XX e prolongando-se para este XXI; atenção essa expressa em regulares reedições das suas obras, na publicação de ensaios e de estudos sobre aquelas e sobre a vida do escritor, e na realização de diversas iniciativas que de alguma forma incidem numas, na outra ou em ambas – um exemplo mais recente é, obviamente, dado pelo 2º Congresso Internacional «Eça de Queiroz, 150 Anos», organizado este ano, tal como o primeiro em 2019, pelo Movimento Internacional Lusófono. Porém, neste âmbito como em outros, não deveria valer tudo…
… Como o demonstra um livro recente sobre (e d)o autor de «A Relíquia», que consiste numa compilação de textos sobre outros países e outros povos, e que foi divulgado por Maria do Rosário Pedreira a 26 de Outubro último em post no seu blog Horas Extraordinárias. Em que coloquei dois comentários, sendo o segundo este: «(…) Estando, como seria de prever (porque é a Quetzal que o publica), o livro acima referido impresso em “acordês”, obviamente desaconselho a sua aquisição e até a sua leitura - nenhum respeito merece um trabalho que, por exemplo, na mesma página, tem “Egito” e “egípcia”, e, talvez pior, mutila, falsifica, duas citações de outra autora. É sempre preferível recorrer, e não apenas em relação a Eça de Queiroz, a edições anteriores, de épocas em que a ortografia em Portugal ainda não se tornara uma completa anedota.»
A página em questão é, como se pode ver aqui, a número oito. E nela também se lê quem é a outra autora mencionada, cujas palavras foram, sim, mutiladas, falsificadas, por terem sido «acordizadas»: Maria Filomena Mónica, cujo livro «Eça de Queirós» - ironicamente, também editado pela Quetzal – é talvez e tão só a maior e a melhor biografia do grande escritor até hoje publicada.

16 de Outubro: 3º Congresso Internacional Eça de Queiroz, 150 Anos

Ver Programa:  https://www.bnportugal.gov.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=1830%3A3-encontro-internacional-eca-de-que...