Congresso Internacional sobre Eça de Queiroz: Outubro de 2021

Em parceria com outras entidades culturais e académicas, o MIL: Movimento Internacional Lusófono organizou, em Novembro de 2019, na Sociedade de Geografia de Lisboa e na Biblioteca Nacional de Portugal, o Congresso Internacional «Eça de Queiroz, nos 150 anos do Canal do Suez», em que se apresentaram comunicações de um conjunto alargado e diversificado de estudiosos de Eça de Queiroz, tendo como pretexto a viagem do escritor ao Médio Oriente para, desde logo, assistir à inauguração da revolucionária via de ligação entre o Mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho. Dado o significativo sucesso dessa iniciativa, o MIL pretendia promover, em 2020, um outro Congresso Internacional sobre Eça de Queiroz, desta vez tendo como pretexto os 150 anos de «O Mistério da Estrada de Sintra», o primeiro livro, o primeiro romance de Eça – e de José Duarte Ramalho Ortigão –, que foi previamente publicado nas páginas do Diário de Notícias, tal como as reportagens que ele enviou do Médio Oriente aquando da inauguração do Canal do Suez. Para tal, tínhamos já uma parceria acordada com a Biblioteca Nacional de Portugal e a Câmara Municipal de Sintra. Face à pandemia que nos assolou em 2020, decidimos realizar esse Congresso em Outubro de 2021, onde iremos igualmente assinalar os 150 anos das Conferências Democráticas do Casino Lisbonense e o início da publicação de «As Farpas», escritas com Ramalho Ortigão – uma iniciativa e um projecto que marcaram indelével e duradouramente a nossa cultura. Na ocasião, iremos igualmente lançar o nº 28 da Revista NOVA ÁGUIA, que publicará os textos apresentados no Congresso Internacional «Eça de Queiroz, nos 150 anos do Canal do Suez».

sábado, 13 de fevereiro de 2021

Casas listadas para serem contactadas


Enviei ontem a João Português, Presidente da Câmara Municipal de Cuba, e ainda para outras pessoas daquele municipio, para a Direcção Regional de Cultura do Alentejo, para a Associação Cultural Fialho de Almeida e para (um membro da Direcção d)a Associação Portuguesa de Escritores uma mensagem de correio electrónico contendo, em ficheiro anexo, um documento com uma lista elaborada por mim das casas de escritores de língua portuguesa actualmente existentes, abertas ao público e com evidente (mesmo que mínima) actividade cultural. Esta lista pretende ser o ponto de partida do início da formação da Rede de Casas de Escritores de Língua Portuguesa, um projecto que delineei em Outubro de 2019 e cuja liderança eu e o Movimento Internacional Lusófono oferecemos à CMC através do Museu Literário Casa Fialho de Almeida. Após mais de um ano de espera, a 5 de Janeiro último aquele autarca alentejano finalmente respondeu-me, e positivamente.
A lista inclui uma casa em Angola, oito no Brasil e quase 30 em Portugal, mas, como é óbvio, não se pretende que seja definitiva, não só porque podem existir casas que eu não encontrei durante a minha pesquisa mas também porque existem outras – tomei conhecimento de pelo menos três (duas no nosso país, uma no país irmão) – em (avançado) processo de concretização. Evidentemente, e como seria de esperar, várias épocas e diversos estilos literários têm «representação» na lista. Por exemplo(s): o século XVIII, dito o das «Luzes», conta com a casa em Setúbal onde nasceu Manuel Maria Barbosa du Bocage; os anos de Oitocentos destacam-se, inevitavelmente, por José Maria Eça de Queiroz – através da quinta em Tormes que é a sede da fundação com o seu nome – e ainda por contemporâneos como Júlio Dinis, Antero de Quental e Sousa Martins; e, previsivelmente, o século XX é o que dispõe da maior «representação», tanto em Portugal como no Brasil, devido a nomes como José Régio, José Saramago, Erico Veríssimo e Jorge Amado. (Também no MILhafre e no Ópera do Tejo.) 

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 … Ao  2º Congresso Internacional «Eça de Queiroz, 150 Anos»  realizado nos passados dias 14 de Outubro na Biblioteca Nacional de Portugal, ...